DE CÁ E DELÁ

Daqui e dali, dos lugares por onde andei ou por onde gostaria de ter andado, dos mares que naveguei, dos versos que fiz, dos amigos que tive, das terras que amei, dos livros que escrevi.
Por onde me perdi, aonde me encontrei... Hei-de falar muito do que me agrada e pouco do que me desgosta.
O meu trabalho, que fui eu quase todo, ficará de fora deste projecto.
Vou tentar colar umas páginas às outras. Serão precárias, como a vida, e nunca hão-de ser livro. Não é esse o destino de tudo o que se escreve.

sábado, 15 de setembro de 2012


MAIS TROIKISTA DO QUE A TROIKA




As grandes tempestades fazem grandes capitães. As grandes crises geram líderes de exceção. Era o que esperávamos.
Quando o País atravessa uma das tormentas mais graves da sua história multissecular, aguardava-se que quem tivesse nas mãos o leme do governo português demonstrasse, pelo menos, inteligência e bom senso.
O primeiro-ministro sofreu um surto agudo de infantilidade política e conseguiu unir Portugal contra ele. Até a Troika se demarcou apressadamente da irresponsabilidade das suas decisões. Pedro Passos Coelho deu um tiro no próprio pé.
Ninguém o defende nem apoia o seu governo. Muitas das figuras históricas do PPD voltaram-se abertamente contra ele. Não se trata de traição. Antes da fidelidade ao partido está a fidelidade à Pátria.
O ministro das Finanças é um académico sem experiência política.
O primeiro-ministro nem académico é. Tem apenas a experiência da juventude social democrática. Adicionou à crise económica e financeira uma crise política e talvez institucional.
Haja quem nos governe!

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