DE CÁ E DELÁ

Daqui e dali, dos lugares por onde andei ou por onde gostaria de ter andado, dos mares que naveguei, dos versos que fiz, dos amigos que tive, das terras que amei, dos livros que escrevi.
Por onde me perdi, aonde me encontrei... Hei-de falar muito do que me agrada e pouco do que me desgosta.
O meu trabalho, que fui eu quase todo, ficará de fora deste projecto.
Vou tentar colar umas páginas às outras. Serão precárias, como a vida, e nunca hão-de ser livro. Não é esse o destino de tudo o que se escreve.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


                                                         MACAU


     À exceção de Sá da Bandeira, onde vivi mais de dez anos, de Luanda e da Beira (em Moçambique), Macau foi a cidade do antigo Império Português onde passei mais dias.


     A terra foi mudando. Entre as minhas primeira e a segunda visitas, aterraram a Praia Grande e encheram-na de prédios altos. Lá se foi uma das minhas referências principais. A partir dessa data, passei a perder-me em Macau. Como a cidade não é grande, acaba-se sempre por dar com o caminho de volta.


  Depois, encheram a Taipa de edifícios, construíram o aeroporto e multiplicaram as pontes. Se lá voltar, o que é improvável, poderei deslocar-me a Hong Kong pela ponte cuja construção teve agora início.


     Os meus amigos encolheram-se em casa para nos receberem bem. Os meninos dormiram em sacos-cama para nos darem lugar e mostraram-se sempre contentes. É bom sentir a estima das pessoas em terras distantes. Foi também agradável reencontrar a bela comida e os bons vinhos portugueses.


     Passeámos muito por Macau. 

                                                Leal Senado 
          (chama-se agora Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais). 


                             China vista do Porto Interior

                                      Rua antiga

                                      Loja na rua

              Há grades até ao cimo. Receiam os ladrões trepadores.

                                  Comércio tradicional

             Noutros tempos, a Igreja da Pena dominava a paisagem

       Hoje, o Farol da Guia parece perdido entre as grandes construções

     Continuam bilingues os nomes das ruas e as indicações dos destinos dos autocarros. Neles, os avisos das próximas paragens são feitas em chinês e português. A influência europeia acaba aí. Pouca gente, nas ruas, entende português ou inglês.

                        Repouso ao serviço de Deus


                                      Inventando modernidades

                            O novo e o velho

                                             Macau moderna

     Há casinos de todos os gostos e tamanhos. Num raio de 150 metros, centrado na casa dos meus amigos, contam-se quatro. 


     Não entrei em nenhum. Sempre me fez confusão a ideia de tanta gente aceitar apostar contra percentagens fixas de prejuízo.
                             Fachada da igreja de S. Paulo


     É estranho pensar que, caso a igreja não tivesse sido destruída por um incêndio, nunca alcançaria o reconhecimento conseguido pela fachada que ficou em pé. É um dos ícones de Macau e até da Ásia.

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