DE CÁ E DELÁ

Daqui e dali, dos lugares por onde andei ou por onde gostaria de ter andado, dos mares que naveguei, dos versos que fiz, dos amigos que tive, das terras que amei, dos livros que escrevi.
Por onde me perdi, aonde me encontrei... Hei-de falar muito do que me agrada e pouco do que me desgosta.
O meu trabalho, que fui eu quase todo, ficará de fora deste projecto.
Vou tentar colar umas páginas às outras. Serão precárias, como a vida, e nunca hão-de ser livro. Não é esse o destino de tudo o que se escreve.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

BENGUELA


Benguela mudou muito. A São também se modificou. Pouco admira que mal se tenham reconhecido mutuamente. Feitas as contas, passou-se meio século.
Ela foi apenas capaz de identificar o colégio de freiras onde estudou, a igreja de Nossa Senhora do Pópulo e a Praia Morena.


O Largo da Peça, com que contava para orientar as recordações foi tão alterado que a benguelense se perdeu.


O velho canhão que dá nome à praça mudou de lugar e foi colocado num pedestal mais alto. Por outro lado, a zona encontra-se em obras. Demos umas tantas voltas de carrinha pelas ruas velhas sem que a São fosse capaz de identificar a casa onde morou durante a adolescência.


Benguela alterna o velho com o novo, as ruínas com a recuperação. Alojámo-nos num hotel moderno no centro da cidade.


Pode circular-se a pé, com segurança, à noite. Existem restaurantes acolhedores onde se come muito bem.


O Cinema Monumental está a funcionar.



O casario estendeu-se a partir do Lobito e vai chegando à ponte nova da Catumbela.


Em breve, os extremos das duas cidades irão tocar-se. A Restinga está recuperada e o Hotel Terminus regressou ao esplendor dos tempos áureos. O centro do Lobito está a sofrer uma remodelação profunda.



Nota: Mais de metade das fotografias de Benguela foram tiradas pelo meu amigo Carlos Alberto Almeida

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