DE CÁ E DELÁ

Daqui e dali, dos lugares por onde andei ou por onde gostaria de ter andado, dos mares que naveguei, dos versos que fiz, dos amigos que tive, das terras que amei, dos livros que escrevi.
Por onde me perdi, aonde me encontrei... Hei-de falar muito do que me agrada e pouco do que me desgosta.
O meu trabalho, que fui eu quase todo, ficará de fora deste projecto.
Vou tentar colar umas páginas às outras. Serão precárias, como a vida, e nunca hão-de ser livro. Não é esse o destino de tudo o que se escreve.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

MÃE

Os teus olhos luziram sobre mim,

pairaram como sóis sobre o meu corpo.

A bênção foi sorrida e murmurada

e o tempo foi cantado.


Lento e brando,

levedou.


Frouxo o azeite na candeia da lembrança,

se me espreito no lago do que fui,

confundo e sobreponho

ido e foz, caminho e berço


e, antes da sementeira, as tuas rugas

riem na terra lavrada.

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