DE CÁ E DELÁ

Daqui e dali, dos lugares por onde andei ou por onde gostaria de ter andado, dos mares que naveguei, dos versos que fiz, dos amigos que tive, das terras que amei, dos livros que escrevi.
Por onde me perdi, aonde me encontrei... Hei-de falar muito do que me agrada e pouco do que me desgosta.
O meu trabalho, que fui eu quase todo, ficará de fora deste projecto.
Vou tentar colar umas páginas às outras. Serão precárias, como a vida, e nunca hão-de ser livro. Não é esse o destino de tudo o que se escreve.

sábado, 19 de setembro de 2009


RIO DOURO
A ti, coube esgotar
a angústia dos montes,
dar sentido às águas da lonjura
e editar os versos dos penedos.

Pareces tão só,
meu rio Douro...
Drenas lumes de vidas simples
passos, muitos passos
e vento, muito vento.
Sonhos de Espanha. Sangue,
uivos e cantares.

Um dia mergulhei
e dissolvi a alma.
Fui chuva, distância, vale,
cicatriz de arado, centeio,

e remei com os remos do tempo,
até Almendra.

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